FINALIDADE. Reação enzimática para determinação quantitativa de fosfatase alcalina em amostra
de soro ou plasma humanos. Somente para uso diagnóstico “in vitro.”
PRINCÍPIO. O reagente é baseado na adaptação por Wilkinson et al no método de Bessey, Lowry e
Brock usando p-nitrofenilfosfato como substrato.
A fosfatase alcalina catalisa a hidrólise do p-nitrofenilfosfato (Npp) a p-nitrofenol + fosfato. O aumento
da absorbância a 405 nm é proporcional à atividade de fosfatase alcalina presente na amostra.
p-Npp + H2
O p-Nitrofenol + H3
PO4
METODOLOGIA. p-Nitrofenilfosfato (IFCC)
SIGNIFICADO CLÍNICO. A fosfatase alcalina (FAL) está amplamente distribuída nos tecidos hu-
manos, notadamente na mucosa intestinal, fígado (canalículos biliares), túbulos renais, baço, ossos
(osteoblastos), leucócitos e placenta.
A forma predominante no soro em adultos normais origina-se, principalmente, no fígado e esqueleto.
Apesar da exata função metabólica da enzima ser desconhecida, parece estar associada com o trans-
porte lipídico no intestino e com processos de calcificação óssea.
No fígado, a FAL está localizada na membrana celular que une a borda sinusoidal das células paren-
quimais aos canalículos biliares. Nos ossos a atividade da FAL está confinada aos osteoblastos onde
ocorre a formação óssea.
As elevações de FAL ocorrem em:
Lesões expansivas - carcinoma hepatocelular primário, metástases, abscessos e granuloma; hepatite
viral e cirrose; obstrução extra-hepática das vias biliares; doenças ósseas e na gravidez, onde a FAL so-
fre aumento de 2-3 vezes, são observados no terceiro trimestre, aumentos ou reduções inexplicáveis da
FAL predizem complicações na gravidez, tais como pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Outras desordens para
hiperfosfatemia são: Mononucleose infecciosa, colangite, cirrose biliar primária, pancreatite aguda e
crônica, neoplasias, hipertireodismo, infarto, septicemia extra- hepática, infecções bacterianas intra-
-abdominais, síndrome de Fanconi, tireotoxicose e hiperfosfatemia transiente benigna em crianças.